


As vezes é preciso fingir que não pensamos mais, as vezes agimos como se a memória nos falhasse. Nos colocamos numa cápsula ilusória, uma espécie de vida nova e fazemos de conta que nada nos abala, como se nos bastássemos, fôssemos auto-suficientes. Porém, o que sabemos é que na realidade, sangramos por dentro e nossas feridas se encontram mais abertas e vivas como jamais estiveram.
Sempre ouço dizer que as coisas acontecem como deveríam e que tudo tem sua razão de ser.
Sempre ouço dizer que não devo me importar tanto, que não posso oferecer a outra face, e é necessário ter meus princípios, orguho, amor próprio e semelhantes.
Talvez apenas agora, após tantas provações eu esteja iniciando a idéia do significado desse amor próprio, e mesmo assim não compreendo por quê me permito sofrer assim, a essa altura dos acontecimentos. Ainda me sinto aprisionada ao mais feliz passado, cujo qual nesse momento se torna a minha tristeza mais profunda, a pior delas. A contradição do teu Bem, fazê-lo tão mal. Porquê seu bem lhe fez tão mal?
Todos a sua volta vivem dizendo aquelas frases clichês para você se sentir confortável, ressaltam ainda, que deve viver sua vida, que as coisas são assim e tudo é natural. Mas quando você se vê só, apenas Deus junto a ti pode mensurar a intensidade da dor que carrega, que chega a parecer incessante, infindável.
Coisas como as palavras proferidas, juras, provas oferecidas e objetos, te fazem lembrar e isso tudo parece se agravar, o chão se desfaz, tudo o que resta são malditas lembranças que não trazem nada além de sua perdição. Meu Deus! Como é terrível acordar e preferir morrer a viver, como é cruel lidar com a perda de um pedaço de você, como considerava aquele alguém, que você nunca imaginou estar sem.
Que procedimento seguir então? chorar, se esvair em prantos e lamentações, correr de medo, talvez gritar de dor. Tudo, pois quebrou-se o cristal que juntos lapidaram numa união tão errôneamente classificada sólida e inabalável.
Constatado todo o acontecido, depois de muita persistência para conformar-se, pegue uma estaca bem afiada e dilacere sem pestanejar, o sentimento vivo que habita em seu ser.
Infelizmente, não sei como fazê-lo sem olhar pra trás, sem sentir dor e sofrimento ao praticar essa execução. Eu ainda não encontrei essa resposta, e muitas vezes desencadeio certos devaneios, os mais exuberantes, onde tudo não passara de um enorme engano. O triste nisso tudo, é perceber que pessoas dizem a todo tempo, para que o faça de uma vez, mate-o! Sendo assim, talvez nós não estejamos querendo enxergar evidências que permanecem dia após dia, diante de nossos olhos. Então você conclui que mesmo ferido, mesmo sofrendo e destroçado, você necessita arrancar forças inescrupulosas de algum lugar em seu interior para conseguir enfim, tornar-se o Assassino de seu próprio amor.
Sempre ouço dizer que as coisas acontecem como deveríam e que tudo tem sua razão de ser.
Sempre ouço dizer que não devo me importar tanto, que não posso oferecer a outra face, e é necessário ter meus princípios, orguho, amor próprio e semelhantes.
Talvez apenas agora, após tantas provações eu esteja iniciando a idéia do significado desse amor próprio, e mesmo assim não compreendo por quê me permito sofrer assim, a essa altura dos acontecimentos. Ainda me sinto aprisionada ao mais feliz passado, cujo qual nesse momento se torna a minha tristeza mais profunda, a pior delas. A contradição do teu Bem, fazê-lo tão mal. Porquê seu bem lhe fez tão mal?
Todos a sua volta vivem dizendo aquelas frases clichês para você se sentir confortável, ressaltam ainda, que deve viver sua vida, que as coisas são assim e tudo é natural. Mas quando você se vê só, apenas Deus junto a ti pode mensurar a intensidade da dor que carrega, que chega a parecer incessante, infindável.
Coisas como as palavras proferidas, juras, provas oferecidas e objetos, te fazem lembrar e isso tudo parece se agravar, o chão se desfaz, tudo o que resta são malditas lembranças que não trazem nada além de sua perdição. Meu Deus! Como é terrível acordar e preferir morrer a viver, como é cruel lidar com a perda de um pedaço de você, como considerava aquele alguém, que você nunca imaginou estar sem.
Que procedimento seguir então? chorar, se esvair em prantos e lamentações, correr de medo, talvez gritar de dor. Tudo, pois quebrou-se o cristal que juntos lapidaram numa união tão errôneamente classificada sólida e inabalável.
Constatado todo o acontecido, depois de muita persistência para conformar-se, pegue uma estaca bem afiada e dilacere sem pestanejar, o sentimento vivo que habita em seu ser.
Infelizmente, não sei como fazê-lo sem olhar pra trás, sem sentir dor e sofrimento ao praticar essa execução. Eu ainda não encontrei essa resposta, e muitas vezes desencadeio certos devaneios, os mais exuberantes, onde tudo não passara de um enorme engano. O triste nisso tudo, é perceber que pessoas dizem a todo tempo, para que o faça de uma vez, mate-o! Sendo assim, talvez nós não estejamos querendo enxergar evidências que permanecem dia após dia, diante de nossos olhos. Então você conclui que mesmo ferido, mesmo sofrendo e destroçado, você necessita arrancar forças inescrupulosas de algum lugar em seu interior para conseguir enfim, tornar-se o Assassino de seu próprio amor.

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