sábado, 29 de janeiro de 2011

(...) Um Título Indefinido

Ela não é mais apenas uma adolescente. Ela tem consciência de seus atos e sabe que tudo o que fizer, terá de ser responsável. Nada é como antes, agora ela tem a obrigação de se arriscar em seu mais audacioso plano de vida até hoje já arquitetado. Já pensou em ser tantas coisas , confessa, realmente, acreditava que se houvesse um amor realizado para si, teria tudo, pensava que conhecia da vida, acreditava que sentimentos eram só o que bastava, ela dormia acordada em sua bolha oblonga, confortável e perfeita, acreditando que jamais teria forças para buscar seus ideias pelo simples fato de se sentir sozinha, sua frase : - falta um pedaço! Seu desejo : - quero ser amada, me ame, me ame! Vivia pelos outros, não conhecia o prazer de ser alguém para si mesma, não entendia o que era aprender a andar só, ter independência. Não que hoje ela tenha aprendido e seja expert nessa lição de caminhada, mas uma coisa era certa. Não conhecia a felicidade em ser quem era, pois estava perdida e sempre preocupada, se agradava aqueles a quem admirava, ou não.
Se perguntava, o que fazia viva, estava ocupando espaço nesse mundo por qual razão?
Seu grave problema era passar horas a fio de cada precioso minuto, pensando e pensando qual era a graça que tudo tinha? Esquecia-se que tinha uma razão para estar viva, claro! Teria de haver um motivo, por mais torpe que fosse, por mais insignificante grau de miudeza que representasse sobre a terra.
Sempre com a estima cambaleando, mais para baixo que para o alto. Sentia-se perdida, olhava para todos a sua volta, observava pessoas com idéias fixas e objetivas, se perguntava se não era loucura delas ou se havia desistido antes mesmo de tentar. O medo do fracasso a tomava, volta e meia, quando tinha idéias de se mover finalmente, julgava-se não tão boa o suficiente, acreditava que seria engolida pelo mundo cruel lá fora.
Simplesmente por sofrer de amor, ( algo tão clichê ) achava que nada mais era capaz de fazer.
O que o amor, a sensação de reciprocidade significava para ela, era algo anormal e intenso, digo, Qual motivo de se abalar tanto a ponto de priorizá-lo, esquecendo-se de si, sacrificando-se, por que era tão masoquista pobre menina mulher? Ousaria dizer até que possuía a mente fechada, lacrada como um cofre, não conseguia enxergar as perspectivas mais óbvias.
Só uma dúvida!
De onde viria tanta carência e necessidade de estar acompanhada?
Leitor, se você lê isso como algo sobre romantismo, não digo que esteja enganado, porém abra mais o ângulo e entenda que, seu maior medo era estar só para sempre. Temia estar sem amor, mas também família e amigos.
Quando acordou, percebeu que se fazia infeliz.
Decidiu fazer algo para si mesma, ao invés de esperar dos outros algo que só poderia ser feito por ela.
A mente se abriu, aprendeu a amar-se um pouco mais, o que de fato, não significa que ainda não deva melhorar e trabalhar muito esse ponto.
A vida nos submete a situações, onde não damos o braço a torcer para enxergar o lado bom e a saída...
Hoje, uma razão para sorrir, é tomar um sorvete com os amigos, passar um tempo com aqueles que nunca a abandonaríam, desatar a rir de qualquer piada tosca, por mais patética que seja!
Claro, aquela garota ainda sofre, como todos. Sente revoltas imensas, alegrias intensas, momentos incríveis de excitação e graves crises de solidão, mas descobriu que tem nas mãos o melhor presente de todos, o amor indefinido por todas as coisas, que é muito mais forte do que qualquer vontade de suicidar-se em momentos simplesmente passageiros, de um vazio em seu coração. <3