terça-feira, 20 de julho de 2010

Por qual motivo, razão, circunstância?

Por qual motivo não consigo simplesmente sumir?
Por que não posso facilmente evaporar no ar para uma outra dimensão?
Por que sempre olho para trás e sinto que estou perdendo algo que já não possuo?
Qual é o meu problema?
Qual a razão pela qual não consigo voar para um lugar distante?
Qual a circunstância que ainda me prende a pensamentos obsoletos?
A quem eu estou tentando enganar, toda vez que... ?
O que eu estou querendo com isso?
Será que eu não vejo que preciso correr agora?
Como solucionar meu problema?
O que fazer?
Sento e espero ou tomo alguma atitude?
Mas que atitude tomar?
Quanto tempo isso dura? Já é tanto que nem sei quando poderá acabar.
Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas causadas por crudelíssimas certezas cortantes
que rasgam a alma e surtem uma angústia esdrúxula.
Como me sentir?
Como devo agir?
Colocar em prática planos malucos que aparentam ajudar?
Mas e se não passar de aparência?
E se isso me complicar mais?
Vale a pena deixar de lado? Digo, me forçar a tentar deixar de lado?
Por que não tenho um botão para apertar e simplesmente apagar arquivos indesejáveis armazenados?
Não compreendo o fato de não me abster do passado dessa forma doentia, e isso é para qualquer área de minha vida, uma grande mania.
Será que sou conservadora extremista?
Será que sou desesperada?
Por que antes eu tinha certeza de tudo e agora não sei de mais nada?
O que acontece com a minha psico?
Por que não consigo colocar em prática essa logia?
Qual a lógica de escrever meus temores?
Quem vai querer saber se melhorei apó postá-los?
Quem vai estar ao meu lado para saber se é fictício ou verídico?
De que me adianta relatar aqui minhas frustrações?
Quem eu sou nesse mundo?
Quem são as pessoas para quem eu sou nessa vida?
O que eu sou para as elas?
E se eu morrer? justamente aquele alguém dirá um simples..
-Que pena, eu admirava muito como pessoa, mas a vida continua.. .Então é isso?
Como consigo sentir tamanha ausência de um sujeito que me tem como mais uma?!
Será que sou uma boa amiga quando estou nas minhas crises?
Mas espere aí! Quando é que eu não estou em crise?
Será que algum dia eu fui feliz de verdade por merecimento?
As coisas ruins acontecem comigo por que eu pedi isso ao universo, pensando subconscientemente, Ah, qualé?
Pro inferno seu Universo estúpido, você não sabe de nada. Pois se soubesse, não interpretaria tantos pensamentos e desejos de maneira errônea. ( Tá, eu tô revoltada, sei disso mas passa. )
Dizem que o mundo dá voltas, mas até agora só vejo minha cabeça fazendo isso. Estou cada vez mais confusa e nem sei direito explicar o por quê! Preciso de alguma luz, algo diferente que me mostre que com paciência, tudo se resolverá. Mas só vejo o blecaute nesse momento, escuridão onde não enxergo saída e os feiches de luz, são miragens as quais me agarro com toda a força quando aparecem, e nesse exato momento eles somem, como no deserto. E me vejo só, e encurralada a uma sensação desagradabilissima.
Eu espero poder me curar.
Eu espero poder não esperar mais nada.
Eu espero não ter que me preocupar com nada disso mais a diante.
Eu sei que é difícil, mas to enfrentando como posso.
Aos que me odeiam, aguardem a minha volta.
Aos que gostam de mim, um dia irão me amar!
Aos que me amam, obrigada queridos amigos e família.
Aos que me amaram, é uma pena.. mas preciso seguir.
Logo, um dia vou simplesmente sumir e fazer tudo o que eu não consigo hoje, encontrar respostas para todas essas dúvidas escritas e por que não encontrar um alívio duradouro?
Conquistar enfim a minha liberdade interior.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Voltando! Ou pelo menos tentando.

Mente confusa, olhares nervosos, inquietante movimento das pernas, ansiedade, talvez desânimo, ânimo repentino que visita de vez em quando, mas logo vai embora. Como pais divorciados de suas esposas fazem com seus filhos. O que causa isso tudo? A vida brinca conosco sempre que pode e faz questão de nos cutucar assim que possível.
Tem momentos onde nos sentimos tão plenos, que parece que essa sensação vai durar enternamente, porém segundos após começarmos a nos sentir assim surgem pensamentos como:
- Está perfeito demais, o que vai acontecer para estragar? não pode estar tudo certo!
Por que será que quando estamos bem, pensamos essas coisas? Culpa da vida!
Sim, eu reclamo dela e sei que de nada adianta, sei que ela não é fabulosa o bastante para ninguém, blá blá blá. Só que me intriga o fato de termos que nos conformar com tanta coisa acontecendo a cada segundo. Violência/ corrupção / maldade / sofrimento / decepção.
Ok, eu já sei o que irá dizer. Estamos aqui para crescer e evoluir com os erros, mas você há de convir que esses "supostos" testes da vida cansam.. pois parece que nunca seremos admitidos nessa escola infindável de aprendizagens árduas e complexas. Ultimamente só rezo, pois só assim tenho conseguido suportar tanta inutilidade cuja qual sou "predestinada" a passar, segundo crêem seres loucos, que entendem tanto quanto eu dessa coisa mais louca ainda denominada vida.
Tudo o que quero, é enfrentar a vida acompanhada e não só, entretanto isso perde a validade quando se trata de qualquer presença. Vivo em busca disso, não porque eu acredite que só serei feliz se tiver alguém ao meu lado, apenas devo ressaltar que sofrer de amor não é nada fácil na solidão, e que conste nos altos que qualquer ser humano acompanhado de alguém pelo simples gosto de querer, se torna ainda mais feliz do que já fora na ausência daquela pessoa. Não, eu não me basto, eu não sou auto-suficiente para enfrentar a vida sozinha, se você se considera assim. ACORDE! Se fosse possível a proeza de viver sozinho, você agora estaria numa ilha deserta e mais solitário do que aquele verme que contraímos, ingerindo comidas de higiêne e estado duvidosos. E não pertenceria a um mundo cheio de pessoas exatamente iguais a você (humanas). Alegria compartilhada é mil vezes mais feliz que reservada.
Me acha revoltada? rs Sei lá, é um direito de todos pensarem coisas a meu respeito. Só não admito pronunciarem meu nome por motivos torpes. Bye ;* ( Prometo tentar melhorar os posts )

domingo, 18 de julho de 2010

Assassino de seu próprio amor...










As vezes é preciso fingir que não pensamos mais, as vezes agimos como se a memória nos falhasse. Nos colocamos numa cápsula ilusória, uma espécie de vida nova e fazemos de conta que nada nos abala, como se nos bastássemos, fôssemos auto-suficientes. Porém, o que sabemos é que na realidade, sangramos por dentro e nossas feridas se encontram mais abertas e vivas como jamais estiveram.
Sempre ouço dizer que as coisas acontecem como deveríam e que tudo tem sua razão de ser.
Sempre ouço dizer que não devo me importar tanto, que não posso oferecer a outra face, e é necessário ter meus princípios, orguho, amor próprio e semelhantes.
Talvez apenas agora, após tantas provações eu esteja iniciando a idéia do significado desse amor próprio, e mesmo assim não compreendo por quê me permito sofrer assim, a essa altura dos acontecimentos. Ainda me sinto aprisionada ao mais feliz passado, cujo qual nesse momento se torna a minha tristeza mais profunda, a pior delas. A contradição do teu Bem, fazê-lo tão mal. Porquê seu bem lhe fez tão mal?
Todos a sua volta vivem dizendo aquelas frases clichês para você se sentir confortável, ressaltam ainda, que deve viver sua vida, que as coisas são assim e tudo é natural. Mas quando você se vê só, apenas Deus junto a ti pode mensurar a intensidade da dor que carrega, que chega a parecer incessante, infindável.
Coisas como as palavras proferidas, juras, provas oferecidas e objetos, te fazem lembrar e isso tudo parece se agravar, o chão se desfaz, tudo o que resta são malditas lembranças que não trazem nada além de sua perdição. Meu Deus! Como é terrível acordar e preferir morrer a viver, como é cruel lidar com a perda de um pedaço de você, como considerava aquele alguém, que você nunca imaginou estar sem.
Que procedimento seguir então? chorar, se esvair em prantos e lamentações, correr de medo, talvez gritar de dor. Tudo, pois quebrou-se o cristal que juntos lapidaram numa união tão errôneamente classificada sólida e inabalável.
Constatado todo o acontecido, depois de muita persistência para conformar-se, pegue uma estaca bem afiada e dilacere sem pestanejar, o sentimento vivo que habita em seu ser.
Infelizmente, não sei como fazê-lo sem olhar pra trás, sem sentir dor e sofrimento ao praticar essa execução. Eu ainda não encontrei essa resposta, e muitas vezes desencadeio certos devaneios, os mais exuberantes, onde tudo não passara de um enorme engano. O triste nisso tudo, é perceber que pessoas dizem a todo tempo, para que o faça de uma vez, mate-o! Sendo assim, talvez nós não estejamos querendo enxergar evidências que permanecem dia após dia, diante de nossos olhos. Então você conclui que mesmo ferido, mesmo sofrendo e destroçado, você necessita arrancar forças inescrupulosas de algum lugar em seu interior para conseguir enfim, tornar-se o Assassino de seu próprio amor.